A peregrinação anual hajj geralmente realizada por muçulmanos em todo o mundo começa na quarta-feira, drasticamente reduzida por causa do coronavírus.

A Arábia Saudita proibiu os visitantes internacionais de fazerem a viagem a Meca, para tentar travar a pandemia.

Só os cidadãos de outros países que já residam no reino poderão participar este ano.

Cerca de dois milhões de pessoas participam normalmente, mas este ano não são esperados mais de 10.000.

Os que foram autorizados a participar no Hajj deste ano foram sujeitos a verificações de temperatura e testes de vírus quando começaram a chegar a Meca no fim de semana, noticia a agência noticiosa AFP.

Os fiéis também terão de se colocar em quarentena antes e depois da peregrinação, relata a AFP.

Numa entrevista à Al-Arabiya TV, financiada pela Arábia Saudita, no início desta semana, o ministro dos Assuntos de Peregrinação, Mohammed Saleh Binten, disse que os peregrinos estavam em quarentena nas suas casas antes de mais quatro dias de quarentena em hotéis em Meca.

Dos que participam, 30% são cidadãos sauditas, enquanto os restantes não são sauditas residentes no reino.

O reino registou mais de 270.000 casos com quase 3.000 mortes, um dos maiores surtos no Médio Oriente.

O país só levantou um bloqueio nacional no mês passado. As duras restrições para combater a propagação de infeções entraram em vigor em março, incluindo o recolher obrigatório 24 horas na maioria das cidades.

O que é o Hajj?

Fazer a peregrinação pelo menos uma vez é um dos Cinco Pilares do Islão – as cinco obrigações que todos os muçulmanos, que estão de boa saúde e podem pagar, devem satisfazer para viver uma vida boa e responsável, segundo o Islão.

Os peregrinos reúnem-se em Meca para se erguerem perante a estrutura conhecida como Kaaba, elogiando Alá (Deus) juntos.

Também realizam outros atos de adoração, renovando o seu sentido de propósito no mundo.

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